1 de agosto de 2016

[Playlist] Tim LaHaye, o homem que nos "deixou para trás" aos 90

RIP Tim LaHaye. (Foto: Reprodução).

Um ataque aéreo invadiu o território de Israel enquanto Buck Williams entrevistava Chaim Rosenzweig, o criador de uma fórmula botânica que poderia alimentar o mundo. Todos correram para um abrigo. Buck com seu espírito jornalístico chamou o câmera para acompanhá-lo em uma transmissão ao vivo de emergência, mas ele recusa. O repórter da GNN pega a filmadora e sozinho transmite o link de Israel.

Tais cenas estão no início do filme “Left Behind” que chegou ao Brasil como “Deixados para Trás”. Buck acabou se tornando uma grande referência de jornalismo para mim. Sua coragem em cobrir um ataque aéreo sozinho, correndo o risco de ser morto, me motivou a seguir a carreira na comunicação.

O filme foi uma febre no início dos anos 2000. Lembro que assisti num VHS que aluguei na igreja e me apaixonei pela história. Daí veio o segundo filme, o terceiro e o coração apertou quando soube que não iriam mais dar prosseguimento com a série. Mas, ganhou um remake em 2014 com Nicolas Cage interpretando o piloto Rayford Steele. Obviamente eu acompanhei tudo desde a primeira faísca e ainda entrevistei uma das atrizes do filme. Confira as matérias clicando aqui ou indo no menu e clicando em “Especiais”.

Trilogia "Deixados para Trás". (Foto: Acervo Pessoal/Karlos Aires).



O Apocalipse (em destaque), remake de "Deixados para Trás". (Foto: Acervo Pessoal/Karlos Aires).

“Quero ser Buck”

Descobri que os filmes eram baseados numa série de livros, também intitulados “Left Behind” (Deixados para Trás, no Brasil) e logo comprei todos os 12 livros da série, mais três prequels (lançados posteriormente com histórias antes do primeiro livro) e o sequel (história que que se passa depois do último livro). Também não pude deixar de ter a trilha sonora do primeiro filme (e ainda estou em busca das outras). Os livros venderam mais de 80 milhões de cópias.

De fato, “Deixados para Trás” se tornou minha série preferida. Os personagens tão marcantes e a história tão cheia de suspense e dramas.

Livros da série Deixados para Trás. Primeira edição (à direita) e relançamento pós-remake (à esquerda).
(Foto: Acervo Pessoal/Karlos Aires).


A morte de Tim LaHaye

Na última segunda-feira (25 de julho) tive a triste notícia de que Tim LaHaye, co-autor da série morreu aos 90, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Ele foi uma figura bem conhecida nos círculos cristãos, e até mesmo fora. Pouco tempo depois de sua morte, inúmeras homenagens explodiram nas redes sociais.

David Jeremiah, pastor da Shadow Mountain Community Church, em San Diego, onde LaHaye era pastor, afirmou, "Tim era um dos homens mais piedosos que eu já conheci. Quase todas as conversas que tive com ele eram finalizadas com ele orando por mim”.

Jerry B. Jenkins, o outro co-autor de Left Behind declarou: "Estou emocionado pelo fato dele estar no lugar onde ele sempre quis estar. Sua partida deixa um vazio na minha alma. Eu não espero preencher até vê-lo novamente". Ao ler isso, meus olhos se encheram de lágrimas.

A série “Deixados para Trás”, que é um relato fictício do que a vida poderia ser após o arrebatamento, é considerado um dos livros mais influentes entre os cristãos. De acordo com o ChristianityToday, a série vendeu mais de 80 milhões de cópias e tornou-se um bestseller do New York Times.

Trilha sonora do filme "Deixados para Trás". (Foto: Acervo Pessoal/Karlos Aires).


Editora Hagnos

A editora responsável pela publicação dos livros da série no Brasil, a Editora Hagnos, emitiu uma nota de pesar pelo falecimento de LaHaye. “É com pesar que a Editora Hagnos comunica o falecimento de seu autor Tim LaHaye nesta manhã de 25 de julho, depois de sofrer um acidente vascular cerebral em um hospital de San Diego (EUA)”, diz a publicação na fanpage.

Além da série, ele escreveu mais de 60 livros sobre temas variados como “vida familiar, temperamentos, profecia bíblica e vida cristã, alguns deles foram traduzidos em mais de 30 idiomas. Seus escritos tornaram-se conhecidos por sua aplicação prática de fácil entendimento baseados em princípios bíblicos que ajudam a enfrentar os desafios da vida”, continua.

“Dono de um frutífero ministério, deixa a esposa Beverly LaHaye – com quem foi casado por 69 anos –, quatro filhos, nove netos e dezesseis bisnetos. Reiteramos nossas condolências aos familiares e que Deus traga consolo”, finalizou Marilene Terrengui, Presidente da Editora Hagnos.

Minha Homenagem

Em homenagem a este homem que influenciou a mim e a tantos cristãos, eu preparei uma playlist com cinco canções que mais gosto da série. Difícil escolher apenas cinco, mas vou contar um pouco sobre elas.

01. Left Behind (Bryan Duncan e SHINE)

Com um som gospel e soul atenuado, a música tema do primeiro filme tem uma letra incrível que nos alerta ao apelo da canção: “O céu se abrirá, todo joelho se dobrará. O apocalipse está chegando, então deixa eu te falar. Quando isso acontecer eu já me decidi. Eu sei que não serei deixado para trás”. Sem falar do videoclipe que dá vontade de dançar. Dá uma olhadinha nele e aproveita que tá com legendas em português.


02. Believer (JAKE)

Essa é tema de Buck no primeiro filme. Quem assistiu vai lembrar da emocionante cena em que o jornalista ora a Deus pela primeira vez e confessa Jesus como seu salvador (num banheiro). Isso antes de entrar numa sala onde haverá uma reunião com representantes de várias nações e Nicolae Carpathia, o anticristo.


03. Suddenly (Russ Lee)

Queria ter a voz de Russ Lee, para começar. A canção é linda, tema do capitão Rayford Steele (Ray para os mais chegados, como eu) no segundo filme. E Russ entregou tudo de si nessa música. Cada agudo que arrepia até a alma. Ouça e enxugue as lágrimas depois.


04. Never Been Unloved (Michael W. Smith)

Voltando ao primeiro filme, essa canção de Michael W. Smith é tema do Pastor Bruce. A canção é parte, também, do disco “Live the Live”. Gosto dela, primeiro por ser do Smith e também pelo fato de ser tão perfeita para Bruce, o pastor que foi deixado para trás.


05. In the Sky (Bob Carlise, Russe Lee e Ashley Cleveland)

Para finalizar, não poderia esquecer de “In the Sky”. Canção que faz parte do segundo filme como tema central. Interpretada de forma incrível pelo trio Bob Carlise, Russe Lee e Ashley Cleveland, a canção proclama a volta de Jesus Cristo: “Eu vejo Ele vindo nos céus”.


Galeria de Fotos

Buck entrevista Chaim Rosenzweig. (Foto: Reprodução).
Buck em meio ao ataque aéreo de Israel.
(Foto: Reprodução).
Buck se filmando enquanto transmite link ao vivo.
(Foto: Reprodução).


Por Karlos Aires

28 de julho de 2016

Vocalista de Lady Antebellum grava disco cristão; confira o primeiro single

Hillary já vendeu mais de 11 mil discos pelo grupo Lady Antebellum. (Foto: Reprodução).

A cantora Hillary Scott, integrante do famoso trio country Lady Antebellum (aquele que canta Need You now, lembra?), lançou um disco só com canções cristãs juntamente com sua família. Em uma publicação em sua fanpage, ela já lançou o primeiro single, “Thy Will”.

A canção já está sendo executada nas rádios americanas como a Air 1 e K-Love. Intitulado “Love Remains”, a cantora conta com os membros de sua família em diversas faixas do projeto. No Brasil, o single está sendo tocado na rádio Felicidade  Gospel.

“Eu estou tão animada. O dia finalmente chegou e eu quero compartilhar com vocês esse sonho”, anunciou Scott. "Eu fiz um álbum intitulado ‘Love Remains’ que é baseado em minha fé. A melhor parte sobre essas canções é que elas estão apresentando minha mãe, Linda Davis, meu pai, Lang Scott, e minha irmã mais nova, Rylee Scott, todos produzidos por Ricky Skaggs”.

"Então, Senhoras e Senhores, eu gostaria de apresentar a vocês Hillary Scott & The Family Scott. Eu queria primeiro compartilhar 'Thy Will’. Eu escrevi essa canção sobre uma experiência muito recente que me deixou com o coração partido, perguntando por que enquanto eu enfrentava alguns dos meus dias mais difíceis. Essa música é minha carta para Deus. Enquanto eu fazia algumas perguntas realmente difíceis, eu me agarrava na verdade que existe tanto para a história da minha vida que eu não posso ver, mas que eu ainda optava por confiar nele", ela escreveu para os fãs.

Em um vídeo promocional, a cantora compartilhou sua esperança para o novo álbum, cuja ideia inicial veio de seu pai, que queria um álbum de hinos, entre família e amigos.

"Eu tirei tempo para orar, pensar e falar com meu marido e eu voltei realmente sentindo que eu iria fazer o novo disco e quero que todos possam ouvi-lo. Quero que todos, em todo o mundo tenham a oportunidade de ouvir essas músicas, para encontrar a paz, esperança e fé", explicou.

Pelo Lady Antebellum, Hillary já vendeu mais de 11 milhões de álbuns em todo o mundo. O trio ganhou seis singles de platina e venceu a ACM e CMA como "Grupo Vocal do Ano". Ela já co-escreveu seis canções que foram sucesso extremo, incluindo o hit “Need You Now” que já foi premiado seis vezes. Scott também escreveu para artistas como Blake Shelton.

Confira o videoclipe de “Thy Will”:



Por Karlos Aires (com informações de Gospel Music)

"Somos uma geração de distraídos", diz youtuber sobre o uso das redes sociais

Gabriela Barbosa publica vídeos semanalmente em seu canal: Biblá. (Foto: Reprodução).

A vlogueira cristã Gabriela Barbosa comentou na última quarta-feira (27), em um vídeo publicado em seu canal do YouTube (Biblá), sobre os cuidados com a distração nas redes sociais. Ela acredita que tais recursos podem ser ótimas ferramentas, mas que se não houver o cuidado certo, pode se transformar em “perda de foco”.

“As redes sociais tomam grande parte do nosso tempo. Nós usamos para trabalhar, para divulgar coisas que são importantes. Para manter contato com pessoas que estão longe. Mas, na maioria do tempo, nos usamos para nos distrair. E é ai que mora o problema”, disse.

“A palavra distração tem dois significados, um positivo e um negativo. E nos usamos as redes sociais para distração no sentido completo da palavra. Nós começamos no sentido positivo: ‘Vou só relaxar aqui, esfriar a cabeça um pouquinho’. É um passatempo, uma recreação, um divertimento. Mas de repente a gente passa pro sentido negativo e vira falta de atenção e esquecimento”, comenta.

“De passatempo passa a ser uma perda de tempo. Somos uma geração de distraídos. E o problema é que pessoas distraídas, normalmente não tem foco. E o que é ter foco? Foco é ter um objetivo, é ser determinado para alcança-lo. É você ter prioridade para fazer algo sem se desviar para outros caminhos”, ressalta.

Gabriela ainda expõe a passagem de “Provérbios 4: 25-27” que diz: “Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direto diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados! Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal”.

Confira o vídeo na íntegra:


Por Karlos Aires

27 de julho de 2016

[Percepção] Descuido

"Mas espera, é isso? Vai acabar? Não vai fazer nada?" (Foto: Arte de Banksy).

Que ironia... O que a dor não destrói e a mágoa não desfaz pode ser abalado por cansaço, por desleixo, por descuido. O que nenhuma atitude foi capaz de fazer, a falta dela o fez, e sem muito esforço. Rasteira e cruel. Ela, a falta, sozinha conseguiu minar o belo. O que pulsava em vida e cores agora morre...  Por descuido. Que ironia!

Aqueles minutos de tarde já não são eternos, não sente no peito a dor da saudade; aquela alegria de só ver o amigo e sorrir por besteira. O abraço. Aquele respeito de sentar do lado de alguém mais experiente que você. Ouvir. Conversar por horas. Aprender. Não há mais isso. Assim morre um amor, uma amizade, um bem querer. No desvanecer da admiração; no desbotar do tempo, o interesse vai sumindo... Sumin... Su...
           
Mas espera, é isso? Vai acabar? Não vai fazer nada? Vai assistir tudo morrer e ficar apenas olhando? E se fosse o melhor amigo que encontraria na vida? E se fosse um amor pra vida inteira? Se fosse alguém que mudaria o rumo da sua vida inteira? Depois vem a constatação de que você errou em ficar em silêncio. Errou ao insistir pouco. Errou em alimentar o descuido. Vai dizer não era pra ser, mas é mentira. Talvez fosse se não parasse de tentar.

Entretanto, alguns ao ler esse texto vão mandar mensagens a amigos com quem há muito tempo não falam. Outros vão insistir naquele amor que valia a pena, que antes era recíproco e te fez ver de perto o que era alegria, mas por algum motivo desandou. Outros vão tentar reatar laços, mas vai ser tarde, não vão ter a resposta que desejam, encontrarão um muro como resposta. Tudo bem, eles tentaram.

Outros vão ter êxito. Um amigo já marcou um cinema como antigamente. Uma esposa preparou um belo jantar. Uma jovem ligou para outra amiga com quem não fala há um mês para contar como foram as férias. Um jovem rapaz casado olha sua esposa com certo brilho, como se quisesse pedi-la em casamento de novo. Um pai que há tempos não aparece telefona para filha. Ele quer tentar de novo.

E você...
Você eu não sei.
Se percebeu que algo está acabando, resta agora decidir o que vai fazer.

“Quando a gente gosta é claro que a gente cuida.”
Caetano Veloso

“Ama o amigo em todo tempo [sem parar]; e para angústia nasce um irmão.”

Provérbios 17:17

De Londres para o Brasil, banda "Opposite Way" entra em turnê nacional

Nascidos em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, foram com os pais para Portugal ainda crianças. (Foto: 

Eles são jovens e já levam a palavra de Deus por meio da música pelo Brasil. A banda tem nome em inglês, mas o grupo é brasileiro. A “Opposite Way” é formada pelos irmãos Pablo (bateria e guitarra), Paola (violão e vocal), Patrick (teclado e vocal) e Petterson (bateria e guitarra).

Nascidos em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, foram com os pais para Portugal ainda crianças. Lá, sentiram os primeiros sinais do chamado de Deus para eles: fazer da música um instrumento de louvor e adoração a Deus.

Morando em Londres desde 2009 e vivenciando uma cultura e língua totalmente diferente do Brasil, eles experimentaram um crescimento muito grande no relacionamento com Deus e com a música: “Foi maravilhoso o que Deus nos proporcionou, porque pudemos conhecê-lo em uma dimensão que nunca antes havíamos experimentado”, declara Pablo.

O apoio veio dos pais, Walison e Deise, que impulsionaram o sonho de ministrar o evangelho por meio da música. Embora jovens, eles perceberam que era preciso algo maior para cumprir esse chamado: “Fomos desafiados pelo Senhor para um propósito muito grande e temos a dimensão certa da nossa responsabilidade; assim, nos dedicamos ao aprendizado tanto da música como, e principalmente, da Palavra de Deus”, explica Paola.

O termo, que traduzido significa “contramão”, tem tudo a ver com a causa da banda. (Foto: Divulgação).


Como surgiu o nome?

O tecladista da banda, Patrick, revela que foram muitas horas com a família reunida e muitas ideias de nomes para a banda, mas eles queriam um nome que representasse o ministério que Deus lhes dera: “As possibilidades eram inúmeras, mas quando ‘Opposite Way’ surgiu, decidimos que esse nome nos representaria e ao nosso ministério por todos os lugares aonde o Senhor nos enviasse”, pontua.

O termo, que traduzido significa “contramão”, tem tudo a ver com a causa da banda, com o estilo de vida que eles adotaram e que seguem apresentando e convidando as pessoas a também optarem por ele. Segundo os integrantes da banda, esse estilo é um desafio para se viver na contramão dos padrões e valores do mundo ao reconhecer os de Deus como únicos a serem seguidos: “Nosso alvo é mostrar que a vida em santidade é possível, é boa e nos faz felizes. Que Deus é sempre bom e que fazer a vontade d’Ele é certeza de sucesso. Todos que entendem e seguem os padrões de Deus também são Opposite Way!”, revela Petterson.

Na Estrada

Eles ainda trabalham de forma independente e chegaram ao Brasil no dia 1º de julho para divulgação do primeiro CD, intitulado “Contramão”. Produzido por Sérgio Knust, o disco é composto por 10 faixas autorais, com canções no estilo pop gospel. As letras são pertinentes à proposta da banda, que tem sonoridade, harmonia e leveza. As faixas do disco são: “Contramão”, “Nunca falhou”, “Propriedades do Rei”, “Totalmente Dependente”, “De volta ao Pai”, “Nasci pra te Adorar”, “Santo”, “Nessa Caminhada”, “Vencerei” e “Eternamente Grato”.

A banda já está na estrada cumprindo agenda de divulgação no Rio de Janeiro e passou por várias igrejas localizadas em Volta Redonda, Duque de Caxias, São João de Meriti, Magé, São Mateus, Padre Miguel, Jacarepaguá, Santa Cruz e Nova Iguaçu.
Belo Horizonte é o próximo destino, onde a banda deverá cumprir agenda de ministrações na capital mineira de 1º a 7 de agosto; depois, será a vez de São Paulo.

Confira o videoclipe da música "Nessa Caminhada":



Por Karlos Aires (com informações da assessoria)

26 de julho de 2016

Confira "Galileu", novo clipe de Fernandinho com direção de Alex Passos

O filme tem direção de Alex Passos e ilustrações de "Camaleão". (Foto: Reprodução/YouTube).

A música “Galileu”, canção que dá o título do último disco do cantor Fernandinho, ganhou um videoclipe na manhã desta terça-feira (26). Em menos de duas horas o filme já tinha mais de 22 mil visualizações.

O clipe tem direção de Alex Passos, conhecido pelo programa “Balaio” na Rede Super e por produções de DVDs de grandes nomes da música cristã, como o Diante do Trono, André Valadão e do Próprio Fernandinho.

Alex também é o diretor do clipe “Vou deixar na Cruz” de Kleber Lucas e do emocionante “Não quero ser mais eu”, do Preto no Branco.

Outro ponto forte do projeto são as ilustrações de “Camaleão”, um caricaturista, cartunista e ilustrador. No vídeo, Fernandinho interage com os desenhos. “Foram três meses de trabalho para deixar o ‎clipe Galileu do Fernandinho pronto para vocês. Várias pessoas estiveram envolvidas e foi incrível trabalhar com cada uma delas”, publicou o artista em sua fanpage oficial.

DVD Galileu

O CD Galileu foi lançado em setembro de 2015 e é distribuído pela OniMusic. Agora, Fernandinho se prepara para gravar o DVD “Galileu”. Este será o 6º de sua carreira. O evento está marcado para o dia 15 de outubro, às 19h30, no Rio de Janeiro.

Segundo o cantor, a expectativa da gravação é fazer com que o nome de Jesus esteja em um lugar bem alto. “Que esse DVD, assim como tem sido o CD, seja um caminho para a gente voltar àquilo que nunca deveríamos ter deixado, à pérola do evangelho que é a cruz, que é realmente Cristo no centro de todas as coisas”, disse.

Confira o videoclipe “Galileu”:


Por Karlos Aires

25 de julho de 2016

Banda Glorificar evangeliza por meio do forró no Rio Grande do Norte

Werik DW, vocalista da Banda Glorificar. (Foto: Divulgação).

Com o objetivo de evangelizar os jovens que gostam de forró, o vocalista Werick DW e o baterista e produtor musical Tácio Medeiros criaram um projeto musical que resultou na Banda Glorificar. Werik mora em Mossoró (RN) e conta em entrevista exclusiva para o Blog Mix Gospel Ceará como tudo começou.

“Após o desejo de um amigo em abandonar as ‘tocadas’ nas noites seculares, Tácio Medeiros me procurou para criarmos um projeto de uma banda de forró para evangelizar os jovens que curtem esse estilo musical e, quem sabe, vivermos desse trabalho”, contou.

A banda que deu início em maio de 2015, enfrentou muitas dificuldades no começo. “A mais difícil foi o preconceito musical no nosso estado, mas estamos conquistando. É um processo”, ressaltou Werick. “Não tivemos ajuda financeira, mas orações de amigos, pastores e familiares fizeram uma grande diferença”, continuou.

Público Alvo

“Iniciamos o projeto com a ideia de fazer música que atraísse a juventude cristã e também os não-crentes, como uma forma de evangelismo. Porém, pra nossa surpresa, as crianças e os adultos também revelam apreço pelo nosso trabalho”, disse Werick. A banda já chegou a tocar para mais de 21 mil pessoas na marcha para Jesus em Mossoró, neste ano.

Composições

Para o vocalista, Deus sempre o surpreende sobre as formas com que ele recebe as letras. “Amo falar sobre isso! Pois a cada dia me surpreendo com o agir de Deus. As formas como Ele me dá as canções são incríveis. Mas, posso dizer que me inspiro no meu próprio dia a dia, minhas experiências e experiências de outras pessoas e a própria palavra de Deus que me leva a compor”, pontua.

“Glorificar” tem influência musical da banda Som e Louvor, da dupla André e Felipe e de outras bandas de forró seculares. “Traçamos algumas metas até o final do ano e uma delas é lançar o segundo trabalho que já está bem desenvolvido. Além disso, queremos lançar o nosso primeiro videoclipe, mas sabemos que ‘o homem faz seus planos mais a resposta vem dos lábios do senhor’”, comenta.

Membros de igrejas diferentes

“Vivemos verdadeiramente a comunhão de Cristo. Somos de denominações diferentes, mas sempre mantemos o princípio do respeito e sabemos que o que nos uni, nos torna mais fortes que concepções pessoais. O que queremos é a Deus glorificar”, disse Werick.

Download Gratuito

Para baixar de graça as canções da Banda Glorificar, basta clicar aqui. Aproveite para curtir a Fanpage Oficial e o canal do YouTube.



Por Karlos Aires

19 de julho de 2016

[Som de Dentro] I am Mountain – Gungor

Cena do videoclipe "I am Mountain". (Foto: Reprodução).

I am Mountain é a faixa musical que titulou o CD lançado em 2013 da banda Gungor.  Composta e interpretada pelo casal de vocalistas Michael e Lisa Gungor, a canção poetisa a criação bíblica de uma forma doce e perspicaz, trazendo uma atmosfera sonora tão interessante quanto à letra.

A história do criacionismo, o sentido da nossa existência, o anseio das nossas almas...

É claro desde o início que não se trata de uma narração didática quanto aos primeiros capítulos de Gêneses. Ainda assim, remete à temática, nos fazendo lembrar que essa história é sobre nós. É sobre estarmos vivos!

“Eu sou a montanha, sou o pó
Constelações feitas de nós
Há glória na poeira
O universo dentro da areia
A eternidade dentro de um homem”

A letra inicia num ponto claro da criação bíblica – a essência do ser humano. Dentro de um verso criativo de comparação, somos arrebatados à simplicidade e complexidade da nossa existência. A montanha, em sua robustez... O pó, em sua fragilidade. O contraste das palavras nos lembra de que somos seres finitos, igualmente criados e originados de um mesmo lugar, porém, possuidores de algo divino – o Espírito do Deus eterno.

“Somos oceano, somos névoa
Tolos brilhantes que se ferem e se beijam
Há beleza na poeira
Vagueando em pele e alma
Procurando e desejando um lar”

Na segunda estrofe, a comparação também é presente. A majestade do oceano, a momentaneidade da névoa. Reflexos de quem somos e do sentido da nossa vida enquanto estamos na terra. A beleza que vagueia em nós tem um destino, um lar maravilhoso, que será encontrado quando culminar todo o plano da criação.

C.S. Lewis tem uma frase bastante conhecida por muitos cristãos, que pode exemplificar melhor essa estrofe;

“Eu descobri em mim mesmo desejos os quais nada nesta terra pode satisfazer. A única explicação lógica é que eu fui feito para outro mundo”.

“Enquanto a luz, a luz, ilumina os céus, os céus
Nos lutaremos, lutaremos, lutaremos por nossas vidas, por nossas vidas”

A ponte da música pode parecer só uma repetição de palavras num primeiro momento, mas fomenta a visão de viver a vida que habita em nós, experimentando e conhecendo o Criador, encarnado em Cristo Jesus (Jo 14:06). Não tem haver com lutar pelas nossas vidas terrenas, com os desejos daqui. O verso expõe a força de lutar pela nossa essência espiritual, como um grito de guerra que nos anima a vencer a competição mais árdua da nossa caminhada – a luta da carne contra o espírito.

“Há mistério na poeira
As metáforas estão se quebrando
Sentimos o gosto do vento dentro de um som”

Aqui se encontra o jogo de termos que mais aprecio da canção.
“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles”.
Atos dos apóstolos 2:1-4

 Como a canção continua a falar da gloriosa experiência com o Espírito de Deus, nada mais propício que a citação dessa passagem, fugindo um pouco da narrativa de gêneses e interligando-se com o contexto da nova aliança.

“Histórias momentâneas de carbono
Vindas das cinzas, preenchidas com Espírito Santo
A vida é aqui agora, respire-a toda
Deixe tudo ir, você é terra e vento”

A última estrofe literária é um compilado de informações que resumem bem o sentido da música. Nossa história irá passar, a vida é aqui...

Outra vez pode parecer uma frase estranha para alguns. “Mas como viver a vida aqui se toda a letra nos direcionou a eternidade?” – será esse um possível questionamento.

É interessante que no clipe lançado pela banda, essa estrofe tem o conjunto de pessoas que atuaram durante todo o vídeo reunindo-se e compartilhando de uma chama inicial, que uma criança trouxe em uma espécie de vela (dessas que costumam demorar tanto tempo pra serem apagadas nos bolos de aniversários, rs).

Eles acendem todas as suas velas e as erguem ao céu. É um momento impar da canção. Quem conhece o real sentido da fé cristã, sabe que a vida de Cristo é a prioridade. Isso se expressou aqui fortemente, como se nem precisasse explicar de qual vida estavam falando, já que toda a canção já havia deixado isso claro.

“aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória”
Carta aos Colossenses 1:27